Às vezes, a melhor parte do meu dia se resume a atualizar minha listinha de livros a serem lidos e, imediatamente, pular na minha cama para ler o que já foi comprado, quando todo mundo já foi dormir.
Às vezes, a melhor parte o dia é quando estou correndo e a musculatura começa a queimar e eu sei bem que estou viva, porque enquanto dói, isso é sinal de vida.
Às vezes, a melhor parte do meu dia é aquela conversa no MSN com a melhor amiga sobre nada mais profundo do que as atualizações do TDUD ou do Ego ou o vídeo idiota da vez no youtube. E os lançamentos de primvera/verão/outono/inverno das lojas, claro.
Às vezes, a melhor parte do meu dia se resume a um potinho de yogoberry médio natural com abacaxi, morango e côco.
Às vezes, a melhor parte do meu dia é quando o meu namorado me abraça e respira no meu pescoço.
Às vezes, a melhor parte do meu dia é quando pego aquela reprise do meu filme favorito na TV e ainda dá tempo de fazer uma pipoquinha pra acompanhar nesse apartamento vazio e nada arejado.
Às vezes, a melor parte do meu dia são aqueles poucos minutos entre o sonho e a consciência, quando as coisas das quais eu não falo mais a respeito, têm livre curso para se mostrarem de dentro e para dentro.
Às vezes, a melhor parte do meu dia é simplesmente o momento contemplativo da oração.
Foi Cristo quem disse que quando escolhemos a melhor parte, esta não nos será tirada. Sim, eu sei que ele se referenciava à Maria de Betânia, mas nesse fim de ano, muito antes dele acabar, decidi que as minhas melhores partes não serão tiradas de mim... Nem por mim mesma.